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How to kill friends and calibrate people

Feb 08, 2021

[Esse artigo foi traduzido pelo gpt]

Sumário

Introdução

Só para esclarecer: esse título é por causa das piadas que eu ficava fazendo com meus amigos para não dizer “How to make friends and influence people”. Eu demorei um tempo para ler esse livro, porque eu perdi o hábito de ler e estava preso em outras coisas, mas foi uma leitura bem calma e suave.

Tem muitos casos que o Dale Carnegie (autor) cita como exemplo para cada lição, então no fim fica meio chato e específico demais. Dá para dizer que ele conseguiu segurar o livro muito bem até a parte 4, quando começou a ficar repetitivo e bem específico.

É um bom livro para qualquer pessoa. Ele mostra como você pode melhorar sua vida usando atitudes simples de socialização que ninguém pensa, e isso é um pouco estranho também — então, mesmo sendo simples, não é fácil.

Eu queria resumir aqui os pontos principais do livro; não pretendo exemplificar nem me estender.

A melhor forma de convencer uma pessoa é dar a ela o que ela quer. É necessário despertar um desejo ardente.

Sobre isso, ele diz que, sempre que você precisar de algo de alguém, você precisa primeiro dar a ela o que ela quer. Em uma negociação, você precisa mostrar o que ela vai ganhar com aquilo, despertar a vontade dela de dizer “sim” antes mesmo de propor algo. Como fazer isso? Mostre os benefícios antes de entrar na parte da negociação.

A melhor habilidade é compreender

Ele cita várias pessoas famosas que aderiam a costumes sociais e tiveram exemplos de sucesso. Entre elas, Abraham Lincoln, e seu preceito de “Não julgue se você não quer ser julgado.”. Depois de alguma experiência, Lincoln entendeu que você não deveria criticar as pessoas, porque você seria igual a elas sob as mesmas circunstâncias.

Eu não sei quando exatamente eu percebi isso: que você não pode simplesmente culpar alguém por fazer algo e tentar mostrar para essa pessoa por que ela faz merda. Eu demorei para perceber que cada experiência na vida de alguém é um fator determinante na personalidade e nas atitudes dessa pessoa. Isso significa que situações sociais são muito mais complexas e que reparar uma sociedade degenerada é ainda mais difícil. É muito mais fácil uma sociedade com poucas atitudes ruins ao longo dos anos do que uma sociedade com poucas atitudes boas…

Parando um pouco a viagem: a lição dessa parte é “Não critique, não condene, não reclame.”

O sentimento que move as pessoas à ação é o desejo de ser importante.

Isso eu nunca tinha notado. Para quem sabe o que é FOMO, vai ser fácil entender. Dale explica que o principal fator motivador das pessoas é quando elas percebem que importam. Em termos mais simples: quando recebem atenção.

Pense na realeza que vemos em filmes, nos vilões de super-herói e nas crianças. Por que um rei insistiria em reverência/comportamentos de etiqueta quando ele é o ser mais poderoso daquele lugar? Por que as pessoas adotam pets que não têm utilidade nenhuma, além de precisarem de cuidado, carinho e proteção? Você já reparou o que uma criança faz quando quer atenção (ou um adolescente)? Simplesmente porque essas pessoas gostam de se sentir importantes para alguém, para alguma coisa.

“Se algumas pessoas precisam tanto do sentimento de importância a ponto de enlouquecer por isso, imagine o bem que podemos fazer por elas dando um reconhecimento honesto”

“Nada é mais eficaz para aniquilar as ambições das pessoas do que a crítica de seus superiores”

Para usar isso a nosso favor, Dale recomenda que a gente dê elogios sinceros e honestos. Junto com a habilidade de compreender, dar um elogio sincero, demonstrar respeito, demonstrar curiosidade — tudo isso são fatores que vão te beneficiar na sociedade.

“Ação e sentimento andam juntos” – então não há nada de errado em forçar atitudes

Eu senti isso muito forte em mim, porque eu sou um cara que não gosta muito de coisas “artificiais”. Acontece que eu acreditava que, ao forçar coisas — seja um relacionamento, uma atitude, uma briga, sei lá — as coisas só pioram (eu tinha, sei lá, uns 14 anos? Eu não conseguia formular as coisas direito). E, por isso, até recentemente eu acreditava que o simples fato de você começar a fazer algo que não fosse resultado de uma série de ocasiões da sua vida era “forçado”. Sim, pode soar meio retardado, mas no fim o Dale explica que a ação anda junto com o sentimento.

Isso significa que você não vai causar mudanças nas suas atitudes do dia para a noite. As pessoas normalmente tendem a notar os jeitos dos outros e dizer “Ah, fulano é assim, cicrano é assado”. Essas personalidades, a maioria delas, são naturais, certo? São de pessoas que sempre foram daquele jeito, certo? Talvez — mas isso não quer dizer que você não possa decidir qual é a sua personalidade.

Se você se forçar, pouco a pouco, com pequenos atos (que, claro, vão ser chatos no começo), você também pode mudar sua personalidade com o tempo. Eu acreditava que isso era errado, que era forçar uma personalidade. Mas, porra, se for assim, foda-se — porque se meu eu natural é insuportável, eu vou ser assim para sempre. Então não: você pode ser o cara legal, o cara mau, a garota fofa, a garota birrenta, o cara respeitoso, tanto faz; você pode ser qualquer “tipo” que você quiser. Mas seus hábitos não mudam sozinhos: você tem que se forçar até virar natural. Sim, dá uma preguiça.

“Boas maneiras são feitas de pequenos sacrifícios”

Os nomes das pessoas são importantes

Isso eu também nunca tinha notado. Mas depois que eu notei, eu percebi que as pessoas na mídia/marketing sempre usam isso: usar o nome das pessoas. Dale diz que as pessoas consideram o próprio nome como o som mais agradável e mais importante.

E pensando nisso, eu fico um pouco feliz quando eu escuto alguém me chamando — seja por “Freitas” no meu trabalho ou “Passoca” com meus amigos (poucas pessoas me chamam de Rafael).

Depois de ler isso, eu tentei aplicar. Aí eu percebi que eu sempre dava bom dia para as pessoas, mas nunca mencionava o nome delas. Então, quando eu saía do treino da academia, eu perguntei o nome da moça da recepção (salve, Daisy) e ela começou a sorrir na hora. Desde então, eu sempre digo “bom dia, Daisy”. Eu fiz o mesmo no trabalho e fica um ambiente bem mais amigável.

No livro, ele cita um cara que conseguiu memorizar por volta de 10 mil nomes. E, para memorizar, ele sempre repetia o nome da pessoa (quando sabia) umas 10 vezes e tentava associar o nome ao rosto e a objetos que lembrassem aquela pessoa. Um certo Jim Farley, amigo do Roosevelt. Diretor da Ford.

Fale sobre assuntos que interessam aos outros (conheça-os antes)

Isso não é muito prático no dia a dia, mas se você tiver a chance de conhecer pessoas antes de ter um primeiro contato com elas, procure assuntos que interessem a elas. Dá para fazer isso de várias maneiras, mas hoje em dia a principal é a internet — ou melhor, o Instagram.

Ódio nunca acaba com mais ódio, só com mais amor

Frase do Buddha. Carnegie usa isso para mostrar que a melhor forma de ganhar uma discussão é não discutir. Se você precisa de algo de alguém, convença essa pessoa sem precisar de uma briga, sem partir para o ataque.

Do jeito que eu vejo, existem dois tipos de discussão. Uma é quando as duas pessoas querem discutir, sabem discutir, e buscam a mesma coisa: chegar à melhor conclusão possível. A outra é a situação cotidiana em que as pessoas discordam e querem fazer o que elas querem, independentemente de ser a melhor opção ou não. Nesse segundo caso, eu acho que o Dale está certo e você não deveria escolher discutir. É melhor ouvir a pessoa, entender o ponto dela e ajudar, do que ficar insatisfeito com a situação e discutir por nada.

Se você estiver errado, admita.

Bom, o melhor exemplo que eu posso dar disso é no lolzinho. Sim, eu jogo lol — pode julgar. E sempre que eu jogo com meus amigos e eu sou xingado, eu tento me defender e explicar que não tinha como ser diferente. Eles não estão certos em me xingar, claro, mas eu também não estou certo em não admitir meus erros. Dale diz: “É melhor receber críticas de você mesmo do que de outras pessoas.”

Isso também acontece muito em discussões com meus amigos. Mas eu me acostumei a dizer “Hm, é” e “tô falando merda agora”. Eu percebi que, depois de um certo ponto numa discussão, você chega num lugar onde nunca esteve antes mas ainda discorda, então você tenta argumentar sem ter pensado antes.

Faça as pessoas dizerem sim (Método Socrático)

Aqui ele menciona um método socrático que foi provado por vocês — os caras da ciência — que basicamente se resume a procurar “sins” na conversa. Isso porque um “não” é uma barreira psicológica (segundo o Professor Overstreet em Influencing Human Behavior). E o “sim” provoca o oposto. É meio lógico; eu acho que funciona, mas já é um nível mais difícil de aproveitar.

Deixe a pessoa sentir que foi ideia dela, para cooperação

Você já deve ter ficado puto ou se sentido injustiçado quando alguém faz a mesma coisa que você e recebe mais atenção, né? Ou quando alguém praticamente rouba uma ideia sua e leva mais mérito. Então, a dica que ele deixa é: apoie essas pessoas, não rejeite. Porque essas pessoas praticamente te colocam num pedestal de confiança.

Empatia: tentar se colocar no lugar do outro

Aqui é simples: entender como a pessoa se sente é essencial para saber lidar com aquilo. Se colocar no lugar dela vai te ajudar, na maioria das vezes, a saber o que não fazer e como fazê-la ficar melhor.

Apelar para motivos nobres

Nessa parte ele diz que, quando você precisa mostrar para alguém que algo está errado e tal, a melhor forma é fazer a pessoa perceber isso por conta própria — e fazer com que ela evite fazer aquilo porque sabe que é errado. Resumindo? Quase uma chantagem emocional “do bem”.

Lance um desafio, competitividade

Lembra que as pessoas gostam de ser importantes? Então, quando elas fazem algo “impressionante”, elas se sentem importantes. E o que é mais impressionante do que se provar melhor, né? Dale diz que, se você quer que alguém faça alguma coisa, tente desafiar essa pessoa de alguma forma. No livro, ele cita exemplos de chefes que colocavam funcionários competindo entre si para aumentar o desempenho geral da empresa. Quando alguém quer impressionar, ela dá o seu melhor — então provocar pode ser uma boa escolha.

Aponte o erro das pessoas indiretamente. Use “e” em vez de “mas”

Aqui, Dale se refere ao fato de que quanto mais você aponta o erro da pessoa, mais difícil será se relacionar com ela. Ele mostra que é melhor mostrar o que ela faz certo e que ela poderia fazer ainda melhor, em vez de “você faz X, mas não faz Y”, use “você faz X muito bem, e se você fizesse Y seria maravilhoso, não acha?”

Fale dos seus próprios erros antes de criticar

Ele também mostra que faz diferença quando quem critica primeiro mostra humildade. “É menos difícil ouvir uma lista dos seus erros quando a pessoa que critica começa, com humildade, admitindo que ela também está longe de ser perfeita.”

Faça perguntas em vez de ordens diretas

Ninguém gosta de levar ordem, né? Quando necessário, em vez de usar o imperativo, questione e faça a pessoa chegar na ordem sozinha. “Você não acha que esse jeito é melhor? Você já pensou nisso? E se a gente fizesse assim? Mas e aquilo?”. Tente fazer a pessoa “obedecer” sem perceber.

Preserve a dignidade do outro: tenha respeito, evite constrangimento

Nunca, nunca procure humilhar pessoas para ensinar algo. Para mim, isso nem faz muito sentido, já que eu vejo a humilhação como algo que vem da vítima, e não do agressor em si. Mas voltando ao livro: é extremamente importante preservar a dignidade das pessoas. Isso também volta a uma das primeiras lições do livro: reconhecimento, compreensão. Seja respeitoso, não se coloque acima das pessoas (por mais que você possa estar) e entenda que você também erra, imprevistos acontecem etc.

Mostre reconhecimento e proporcione o sucesso do outro

Outra lição sobre reconhecimento, em que o sentimento de importância faz diferença. Dale diz: “Elogie todo progresso, mesmo o menor. Seja caloroso ao mostrar reconhecimento e generoso em elogios.” O sucesso do outro é o seu sucesso. Não há dúvida de que, ao participar do sucesso de alguém, você vai ter muito valor para essa pessoa — e isso te torna um líder melhor.

Faça o erro parecer fácil

Por fim, Dale recomenda que a gente simplifique o problema ao lidar com pessoas. Quanto mais simples o problema parece, menor ele é — e mais fácil é consertar.

Isso me lembra algo de filosofia que eu aprendi na escola, acho que algum método de epistemologia em que você divide um problema em vários e resolve um de cada vez. Algo complicado, na maioria das vezes, é um monte de coisas simples.

Um amigo programador até disse que, quando você tem um problema lógico no seu aplicativo, uma das melhores formas de achar a solução é tentar explicar o problema para um pato. Assim, você precisa simplificar o defeito o máximo possível e, enquanto você recapitula parte por parte, seu cérebro analisa melhor e chega numa resposta.

Ufa, acho que foi isso.

Eu gastei o quê? Tipo, 3 dias escrevendo? Eu não escrevia fazia um tempo; eu precisava muito voltar. Eu não sei se você percebeu, mas as últimas lições são praticamente derivadas das primeiras.

Se você for seguir o livro, uma dica: é mais fácil aplicar as coisas com pessoas menos próximas. É muito difícil ser diferente com as pessoas com quem você já fala todo dia, então é mais fácil mudar aos poucos.

Enfim: é uma boa leitura. Eu vou mandar para minha mãe. Obrigado por ler até aqui :)


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